Post obrigatório ler: Pessoas que nos inspiram a ser melhores... #1


O Pedro faz hoje dezassete anos. 

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O Pedro é um rapaz que entrou na minha vida de forma mais especial quando, há mais de dois anos, sem que nada o fizesse prever, um acidente lhe tirou a mãe, a querida e doce Ana.
Num dia chuvoso e cinzento de outubro, manhã cedo, o Pedro ligou-me  e eu ouvi: Sofia, aconteceu-me uma tragédia, posso ir para tua casa? Ele veio e eu recebi-o, abracei-o com força e soube logo, naquele momento, que nunca mais o poderia/quereria perder de vista.

Uma das primeiras coisas que o Pedro me disse foi que queria continuar a estar no Quadro de Mérito, que queria que a mãe se orgulhasse dele sempre. E eu, meio apalermada, ajudei-o a fazer o que achamos, na altura, ser melhor: ele faltou apenas um dia às aulas, fazia sempre os trabalhos de casa, não perdeu matéria nem testes, à noite, quando  não conseguia dormir, dava-lhe um Valdispert e livros (muita banda desenhada leu ele). Chegaram a dizer-me que eu estava a ser muito exigente, mas a minha intuição de mãe de um adolescente parecido com ele,  dizia-me que era o melhor. E parece-me que foi.

O Pedro foi, inicialmente,  acompanhado por uma psicóloga (que depois lhe deu alta), é um rapaz normal, nunca deixou de estar no Quadro de Mérito e é um dos melhores alunos da escola. Sai à noite, não receia viagens ao estrangeiro, gosta de jogos de computador como os miúdos da idade dele e  foi, desde o primeiro dia, uma verdadeira inspiração para mim e para a pessoas que o rodeiam. Não vestiu nunca a pele do coitadinho, não teve pena de si próprio para não trabalhar, levantou-se sempre e sabe o que quer e não quer.

Desde aquele dia, nunca mais o perdi de vista e agradeço ao pai fantástico que ele tem deixar que ele continue a estar tão presente na minha vida. Não o amo como um filho (tem pai e avós fantásticos que o amam assim), nunca tive a ousadia de substituir a maravilhosa mãe que ele teve (tem), mas ele está e estará, para sempre, no meu coração. Agradeço-lhe por isso.

Parabéns, meu querido Pedro. Independentemente das tuas notas,  sei que estarás sempre no quadro de Mérito da vida! Gosto tanto, tanto de ti.


Aprendendo a lidar com o medo...



Há um ano, o Gonçalo estava para ir para a Bélgica num intercâmbio, e como escrevi aquia decisão foi não ir. Senti sempre que tínhamos cedido ao medo ( a decisão foi tomada em conjunto com outros pais, mas votámos a não ida), e o Gonçalo acabou por ir só em junho, já tudo estava mais calmo.

Agora, este  terrível atentado em Londres, a poucos dias do Gonçalo ir em visita de estudo para lá. A questão agora não se coloca. Ele vai, mesmo que o meu coração esteja apertado, apertado...


* Há cinco anos fomos os quatro passar oito dias a Londres...Sentimo-nos sempre seguros com os nossos filhos (mesmo eu não esquecendo os atentados na estação de Charing Cross em julho 2005), usufruímos dos parques, dos museus, da cidade linda que é Londres (onde os miúdos até aos 12 anos não pagam museus nem transportes). Queremos voltar. E tentaremos não ceder ao medo.

** Um dos truques que eu utilizava para não os perder de vista era vesti-los de igual; para mim era mais fácil ver onde estavam;)


Acho que sou uma romântica - e a vestir também sou um bocadinho...

Eu sei que está a chover, que o tempo não está para estas blusinhas...Mas ando a namorá-las, sabendo que não posso (nem preciso) ter as três... Um-Dó-Li-Tá!
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Todas da Uterque-aqui



Dos comentários que me enriquecem...

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Tenho muito sorte com os comentários que recebo aqui no blogue e há alguns que, de tão bem escritos que estão, merecem posts. 
Ontem, num dia cinzento e difícil, recebi um desses posts. O Agostinho tem paciência para vir aqui ao Gira, mesmo o que, como já me confidenciou, alguns temas não sejam do seu interesse. Ontem, em resposta ao meu post, escreveu assim:

O meu sonho...

Quando era pequeno sonhava 
ser grande. Cresci...

Todos os dias há um sonho 
que sonho sem pensar 
em estado de abstracção.

Não é distração, não é alienação,
é fechar-me à esquizofrenia do ruído,
é ser pequeno outra vez.

E, apesar de ele me ter confundido ainda mais, sorri e agradeci.

O meu sonho?

Imagem de audrey tautou, amelie, and actress

A semana passada perguntaram-me qual era o meu sonho e eu fiquei triste por não conseguir responder.

Ganhar o Euromilhões, ter um carro xpto ou uma casa na praia não entram nos meus sonhos...
Claro que ter saúde para mim e para os que amo, ter algum dinheiro para viver e para viajar faz parte do que desejo, mas não é sonho. Não é o meu sonho.

Se eu pudesse tudo, o que quereria eu? O que quero eu? Qual é o meu sonho, afinal?

Tenho andado com a cabeça às voltas e ainda não cheguei lá.

Mas, sem esquecer de agradecer tudo o que tenho, tentarei descobri-lo. 

Vale a pena conhecer - Lubetina Mak, Moda Afro


Não foi o muito o tempo que passei em Angola, mas foi o suficiente para me fazer ter uma admiração imensa pela mulher angolana. E foi em Portugal que conheci mais uma angolana cheia de garra, de vontade de ir à luta e de concretizar o seu sonho. Sabem aquelas pessoas que quando chegam a um local é impossível não dar por elas? Eis a Tina, ou melhor Lubetina Mak.

Lubetina Mak apresentou a sua coleção na Moda Africa 2017 e os seus modelos têm feito bastante sucesso. Até eu, que sou um pouco avessa a padrões, ando a namorar uns acessórios (baby steps...), mas o facto é que há modelos com tecidos verdadeiramente lindos. Um dos conceitos de Lubetina é, além de ser moda afro com cunho europeu (aliado à utilização do tecido africano), trazer soluções para vestir a família inteira (tem modelos para homem, mulher, menina e menino).

E, no sábado, a Tina passou à concretização do sonho e inaugurou o seu Atelier de Moda Afro que fica em Leiria, no Centro Comercial São Francisco (frente ao Maringá). Para quem esteve em África e quiser matar saudades, para quem gosta de artigos diferentes, ou apenas para os curiosos, têm mesmo de passar por lá. A acrescentar a isso tudo, a garra e a boa energia da Tina vai fazer com que valha ainda mais a pena!









Um tesouro chamado Pai-II


À medida que foram crescendo, antes de publicar fotos onde estão os meus filhos, peço-lhes autorização para publicar aqui no blogue (das que selecionei  em  que estão eles e o pai só esta passou). Temos muitas fotos em que se nota a enorme cumplicidade e amor que os une ( já cheguei a fazer birras porque eles nunca querem ver os filmes que eu gosto, porque me canso das brincadeiras deles, porque eles os três se unem para me arreliar...), mas respeito-os e são só para vermos a quatro...

Sei que o Luís não é caso único e conheço muitos exemplos de verdadeiros pais como ele é. Tal como no post anterior,  não sei se o que os meus filhos tiveram foi sorte ou acaso, mas sei sem quaisquer dúvidas que,  tal como eu,  foram abençoados. Feliz Dia do Pai, Luís!

Um tesouro chamado Pai-I


Quem me segue aqui no blogue há sete anos, sabe que foram muitos os posts que tenho dedicado ao meu pai. Não sei se lhe chame acaso se sorte...Talvez o que melhor descreva o que sinto por ser filha dele seja sentir-me abençoada...
Na foto acima estamos os dois, naquele que foi um dos seus/nossos dias felizes... Eu sentia-o nervoso e aposto  ele conseguiu perceber que eu também estava. Não falámos praticamente nada, mas eu soube naquele momento ( e em muitos outros depois) que não importava a minha idade ou a decisão que eu tomasse...eu (e a minha irmã de igual modo) seria sempre uma das suas duas meninas. Para sempre.

As voltas que a moda dá...

Depois de anos a usar collants pretos opacos, usei pela primeira vez os mais finos (densidade 20), aqueles que eu achava que eram para mulheres bem mais velhas do que eu. Pois mudei de ideias, depois de os começar a ver o ano passado nas semanas demoda de Milão e Londres, vejo que começam agora a  aparecer mais (as miúdas mais novas até os usam com calções, mas para mim já não dá).
 Eu tenho usado com vestidinhos pretos e têm sido uma boa opção para esta fase de transição inverno-primavera. Claro que é preciso mais cuidado porque se rompem mais facilmente, mas para me sentir mais segura, a par desse cuidado, o que faço é andar sempre com um par de collants extra na mal.
E, devo estar mais cuidadosa porque ontem consegui andar um dia inteiro com uns e não os romper!


Fotos Pinterest

5 presentes para o Dia do Pai

12.90 Euros aqui

6.50 Euros aqui

Closethings (loja em Leiria) e aqui

t-shirt adulto-14.90 Euros
t-shirt criança- 12.90 Euros

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29.99 Euros aqui
Massimo Dutti - 39.95 Euros

Aqui, inveja não entra ( a maioria das vezes...que eu não sou perfeita)


Tenho a mania que não sou invejosa, mas sei que, no passado, em alguns momentos a inveja levou a melhor...

Lembro-me de, em criança, sentir inveja  de quem tinha pais com muito tempo disponível para ir passear ao domingo; de ser adolescente e invejar quem tinha casacos de penas da Duffy;  de quando perdi o meu primeiro bebé fazer um esforço enorme para não invejar as grávidas que me rodeavam; de senti-la entrar em mim, devagarinho, sempre que via casais com os filhos a almoçar, enquanto eu almoçava com os meus, na altura em que o Luís estava em Angola.

No entanto, hoje, como mulher crescida que sou, quero que todos sejam o mais felizes que conseguirem, não invejo viagens de sonho nem bens materiais, quero muito que as mulheres estejam/sejam o mais bonitas possível (e armo-me muitas vezes em esperta e dou conselhos), tenho gosto que as pessoas sejam bem sucedidas.

Em mim, tento que não entre a inveja. Sei que me fará mal, que me deixará amarga e uma pessoa descontente com a vida. Eu não quero ser assim. Eu não  vou ser assim.

E confesso até que, atualmente, mesmo quando vejo mulheres altas e esbeltas ( eu e o meu probleminha com a minha altura), já consigo não as invejar (muito)e, do alto dos meus três meios metros de altura, pensar: "Ó miúda, tu tens saúde, uns olhos verdes bonitos e montes de gente que gosta de ti". 
E costuma passar...
E esforço-me para que a inveja em mim não entre...
E sei que só assim serei mais feliz!

Moda Lisboa: eu fui ( a sério:)

Fotos tiradas com telemóvel:)

Foto de telemóvel

Domingo preguiçoso, nariz vermelho e "Quatro Casamentos e um funeral". O telefone tocou e uma das minhas melhores amigas convida-me para ir assistir ao desfile do Dino Alves, a cento e vinte quilómetros de distância do meu sofá.
A primeira coisa que me passou pela cabeça foi dizer  não. Porque  eu estava muito constipada, porque fazia muito vento, porque não me apetecia vestir, porque nem sabia o que vestir...
O que vale é que lá em casa há um adulto que já me conhece bem e que me olhou como quem diz "Vá, não arranjes desculpas, vai." E foi a ajuda certa para eu dizer eu sim.

Foi a primeira vez que fui à Moda Lisboa. Praticamente não tirei fotos porque eu estava tão ocupada a observar tudo à minha volta (um pouco deslumbrada com um mundo tão diferente do meu, confesso) que nem me lembrei de fotos... Ficámos na fila algum tempo (mas como tínhamos convite foi bem mais rápido do que inicialmente pensei) e a minha mente não conseguia parar de gravar tudo ao meu redor:  os famosos  tão magros...e tanta gente alta...e pessoas tão giras... Acho que só despertei quando vi os olhos vivos da D. Conceição Conde (que tinha passado a noite a trabalhar com o Dino Alves)  a inspirarem-me e a lembrarem-me o que realmente me importa...

Quanto à coleção do Dino Alves: adorei a ousadia do início do desfile com a Ana Bola e a Maria Rueff a lerem um texto com reflexões/críticas do estilista sobre o mundo da moda ( amei o facto de ele não esquecer as suas raízes, Anadia), gostei bastante dos  vestidos e da ousadia de alguns modelos masculinos- podem ver tudo aqui.
 Fiquei foi com a sensação que o desfile passou num ápice e que terminou muito abruptamente.

Se valeu a pena? Tanto, tanto...O mundo da moda é um mundo completamente diferente do meu, mas de que eu também gosto muito. Podem dizer que é um mundo fútil e de vaidade. Também pode ser é certo, mas o que eu vi ontem foi trabalho, criatividade, arte e dedicação.



Há uma nova loja na cidade!

Tenho uma mala da marca Cavalinho que me acompanha nas viagens que faço e que é tipo um amuleto da sorte: é uma mala a tiracolo, já tem dez anos e é confortável como se quer (uma das vezes que a troquei por uma mochila fui assaltada - à saída do Museu Anne Frank em Amsterdão).

A Cavalinho tem estado a abrir lojas da marca e chegou a vez de Leiria. A convite da marca portuguesa, fui conhecer o espaço ( Avenida Heróis de Angola, nº117). As  meninas da loja receberam-me com muita simpatia (mesmo antes de saberem do post para o blogue) e gostei bastante de algumas carteiras e dos sapatinhos. Adorei foi saber que as meninas com pé pequenino (o meu caso) podem encomendar alguns modelos com o  nº34 sem custos adicionais.

 E eis alguns dos meus sapatinhos preferidos (era para ser um top 3, mas dada a dificuldade...Top4).





Podem saber mais na página da loja - aqui

Queremos mais mimos assim!


Até dia 11 de março o Boticário vai continuar a mimar (ainda mais) as mulheres. A partir dos 16 anos, será oferecida uma loção corporal hidratante de 100ml, mediante registo na loja e apresentação de BI/CC e sem qualquer obrigatoriedade de compra.

Viciada como eu sou em cremes de corpo ( ainda mais perfumadas como os do Boticário), já sei quem é que hoje vai visitar a loja de Leiria...

Ainda a propósito do Dia da Mulher- rectificações que se impõem



No post que escrevi de manhã, recuperei um texto de 2013 em que afirmava que os homens tinham os cargos de chefia aqui da zona e até a presidência da Associação da minha terra estava entregue a um homem. Eu acrescentava que em quatro anos nada tinha mudado. Pois enganei-me! 
Obrigada, Márcia e Liliana que me esclareceram que é a Margarida Silva que assume agora a presidência e que a maioria dos cargos da direção são ocupados por mulheres. Acho que é a primeira vez que isso acontece e sim, é motivo para me deixar orgulhosa. Parabéns às dirigentes associativas e que não desistam nunca...o caminho faz-se caminhando!

Resultado do Passatempo Elysée do Boticário



Foi dos passatempos mais concorridos, mas só podia ser uma a vencedora. Desta vez a sorte coube a Elisa Esteves, de Lisboa, que irei contactar. Parabéns, Elisa e obrigada a quem concorreu.

Que fazes hoje, Sofia?

Foto daqui

Não vou a jantares do Dia da Mulher, mas falo do assunto aos meus alunos e filhos. Porque, infelizmente, ainda é preciso...

E há quatro anos escrevi o texto que se segue no blogue. Poderia escrevê-lo hoje.

Não acho grande graça aos jantares deste dia. Mas acho que ainda é importante marcar este dia porque há tanta mulher que continua a ser discriminada, sem direito a opinião, a voto, sem direitos...

À minha volta, mesmo que eu tenha a mania que são os mesmos direitos e etc e tal, o que vejo eu?  Diretor da minha escola? Homem. Presidente do Conselho Geral? Homem Presidente da Junta? Homem. Presidente da Assembleia Geral da Junta de Freguesia? Homem. Presidente da Câmara? Homem. Presidente da Associação Cultural e Social cá da terra? Homem...

E, mesmo reconhecendo mérito aos homens que ocupam estes lugares, por que é que não há mais mulheres em lugares de relevo? Será porque não tempos tempo devido aos inúmeros papéis que desempenhamos ou será que, em pleno século XXI, somos apenas (e ainda) um forte sexo fraco?

8 março 2013

Dias cheios de luz não tardam...

Vejo um raio de sol e já só penso em banhos de mar (mesmo de  água gelada), em  finais de tarde preguiçosos, em leituras ao som das ondas, em cheiro a protetor sol e a maresia. Sinto falta da leveza das havaianas e das sandálias e dos vestidinhos mais coloridos...

No verão, tenho sempre a impressão que sou mais despreocupada, mais luminosa, um bocadinho mais eu...E tenho saudades de mim assim.


São Martinho do Porto

Este ano vou...

Voltar a ver o Eurofestival da canção.

Dos meus momentos felizes...

Antecipar a primavera com sol, mar, cabelo ao vento (gosto muito da sensação e não me chateia nada ficar despenteada), um vestido com flores pequeninas e o aconchego de um casaco cor-de-rosa. Eis o retrato de uma miúda feliz! *

Farol da Nazaré


Ao fim de semana sabe tão bem esquecer os saltos...

*Já o escrevi e repito: não sou uma mulher sempre a irradiar felicidade, mas tenho aprendido a procurar e a agradecer os momentos felizes que tenho.
Aos trinta anos assumo que eu não era assim, mas hoje, aos quase quarenta e sete, sei que não preciso de sítios da moda (mas também gosto), não preciso de refeições faustosas, as mãos e o meu colo não têm de estar com joias reluzentes, as minhas roupas não precisam de logotipos estampados, o meu carro não tem de ser topo de gama ...
A verdade é que, a cada dia que passa, ando a descobrir que cada vez menos me basta para ser feliz...