E valeu a pena frequentar a formação Blogues e lifestyle?

Foto daqui

Sexta à noite, sábado e domingo de formação com o Ricardo Martins Pereira (O Arrumadinho da blogosfera) sobre Blogues e Lifestyle. Na sexta-feira, como acabou tarde, fiquei a dormir em Lisboa (gosto de ficar aqui porque tem uma ótima relação qualidade-preço e uma saída do metro à porta). No sábado vim a casa e regressei a Lisboa no domingo de manhã. Uma verdadeira correria que eu repetiria sem hesitar.

Respondendo à pergunta do título, valeu bem a pena. Aprendi muito, verifiquei que tenho feito muita coisa errada, que preciso de combater "vícios" instalados quando escrevo, reconheci a importância de começar a usar as redes sociais de outra maneira... Voltaria a fazer a formação e aconselho-a a quem queira iniciar um blogue e a quem queira saber mais sobre a blogosfera.

Ajudou também ter conhecido, na minha turma de formação, pessoas inspiradoras, que me fizeram sentir confortável para expor as minhas dúvidas, e que eu gostaria de conhecer melhor...

Senti-me bem e segura e, se não fosse ter-me enganado seis vezes nas saídas do metro (o que me obrigou sempre a andar muito mais do que era suposto), poderia até dizer que o meu encontro com a cidade grande foi perfeito. 

Tudo a seu tempo.



A vida como ela é...

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Ontem cheguei a casa com vontade de me sentar e escrever mil e uma coisa que tinha sentido no fim de semana. Cheguei bem disposta, vi com o mais novo a apresentação de um livro que ele tinha feito para a disciplina de Português, aconcheguei-me a ele no sofá e vimos os dois o episódio (gravado) da série Victoria que anda a dar ao sábado à noite na RTP1.
Depois recebi um telefonema e gelei. A morte tinha separado fisicamente um dos casais mais bonitos que conheci.

E, de repente, nada pareceu fazer sentido. Pensei mais e melhor. E decidi que tenho é de dar mais sentido à vida!

Em Lisboa, a crescer...

 Foto do meu Instagram

A aprender muito...
A conhecer pessoas novas...
A sair da minha zona de conforto...
A descobrir novos sítios para almoçar como o Puro Bio...
A (tentar) ser mais segura...
A sentir que, em Lisboa, não tenho de ter medo de ser quem sou e posso, aos quarenta e seis, continuar a
crescer e ir mais além...

Boas compras

SOBRETUDO CRUZADO CINTO

SOBRETUDO CRUZADO CINTO
SOBRETUDO CRUZADO CINTO



Apareceu na nova coleção da Zara com um preço de 89.99 Euros, mas agora está a 49.99 Euros. Não resisti a um e, de cada vez que o uso, mais certeza tenho de que foi uma ótima compra.

Eu e a cidade grande ou a complicadinha que eu sou!

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No próximo fim de semana estarei em Lisboa a fazer uma formação sobre Blogues e Lifestyle com o Ricardo Martins Pereira, autor do blogue O Arrumadinho. Já há muito tempo que queria fazer, mas surgia sempre algo: ou porque o Luís não estava, ou porque os miúdos precisavam mesmo de mim, ou porque tinha compromissos... Desta vez, quando me telefonaram, olhei para o Luís e disse que queria mesmo ir. Inscrevi-me, planeei tudo (há sempre muita coisa para organizar desde equipamentos de futebol, roupas lavadas e aulas preparadas para a semana seguinte...), disse que não a outros eventos e hoje irei rumo a Lisboa. Fico lá esta noite sozinha e será a primeira vez que o faço em Portugal... perguntaram-me se não me importava de ficar sozinha e eu disse que não. A verdade é que gosto da minha companhia e sei que me vai saber bem estar sozinha com os meus pensamentos, mesmo que por poucas horas.
Agora, há algo que me preocupa... Sempre que vou a Lisboa, nunca consigo de me deixar de sentir uma miúda que vai à cidade grande. Antigamente, era pior ainda. A idade, felizmente, tem-me dado  alguma segurança, mas sinto sempre que toda a gente repara como eu olho tudo à minha volta, como eu sorrio demais, no meu ar apalermado (ou deslumbrado, talvez)...
Antigamente, eu achava que sofria de um complexo tipo Calimero, agora já não é bem isso... Agora é como se, mesmo com roupas iguais ao que usam em Lisboa, com corte de cabelo atual e maquilhada, eu não pertencesse ali de todo.

Eu acho que deve ser porque, mesmo eu tendo consciência que por fora me misturo na multidão, no meu íntimo eu sei que só sou eu própria quando sou a Sofia que vive numa aldeia em que todos sabem quem sou.

Pode ser que desta vez seja diferente. Veremos. Eu dir-vos-ei!

E o cabelo, senhores?


Tenho andado a experimentar a gama da Viviscal para a densidade do cabelo. Aos quarenta e seis não é só na pele que se nota o avançar da idade, mas o cabelo é, efetivamente, um grande espelho do avançar do tempo. As melhores resoluções que tomei para proteger o meu cabelo foram deixar de fazer madeixas (demasiado agressivo) e cortá-lo mais curto. Tenho também cuidado para não usar tintas agressivas, porque tenho mesmo de o pintar (num instante apareceram tantos cabelos brancos!) e procuro manté-lo bem hidratado.

 Dos produtos que tenho recebido, os meus preferidos são o Viviscal Elixir Densificador e o Viviscal Fibras Volumizadoras para Densificar e Disfarçar (existe em vários tons e para mim é mais natural do que o da L'Oreal para usar na fase "entre pinturas"). 

Passatempo "Para quem não recebeu presentes no Dia dos Namorados"


Para quem não recebeu ontem presente no Dia dos namorados, pode receber agora o perfume Elysée do Boticário
É só preencher o formulário e fazer gosto na página de Facebook do Gira.

O post mais romântico que se arranjou...

Nazaré, janeiro 2017- foto do meu moço

- Não acho graça a pétalas sobre a cama;

- Não gosto de peluches a dizer "I Love you";

- Não gosto de ir jantar fora neste dia;

- Não sou de "cenas" fofinhas;

- Não costumo comer chocolates em forma de coração,

- Não visto lingerie especial no dia de hoje.


Mas gosto muito de poemas de amor. Gosto hoje e vou gostar sempre.


Não Posso Adiar o Amor

Não posso adiar o amor para outro século 
não posso 
ainda que o grito sufoque na garganta 
ainda que o ódio estale e crepite e arda 
sob montanhas cinzentas 
e montanhas cinzentas 

Não posso adiar este abraço 
que é uma arma de dois gumes 
amor e ódio 

Não posso adiar 
ainda que a noite pese séculos sobre as costas 
e a aurora indecisa demore 
não posso adiar para outro século a minha vida 
nem o rneu amor 
nem o meu grito de libertação 

Não posso adiar o coração 

António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa" 





Confissões de adolescente #3

Monte Koli, agosto 2016

Cá em casa, um destes dias...
- Gonçalo, vamos a Fátima cumprimentar a Irmã Zé.
- Eu não posso ir. Vocês não sabem como é a vida de um estudante do secundário. O meu trabalho nunca acaba...
- Mas nós não nos demoramos...
- Mas eu tenho que estudar Matemática e fazer exercícios de Química...
- Gonçalo, nós vamos a Fátima de carro. É rápido...Poderias queixar-te se fosses a pé.
- Pois, se eu tivesse que ir a pé tinha que levar um livro em cada mão...

O Gonçalo acabou por ir connosco. Forçámos um bocadinho, mas ele compreendeu que a Irmã Zé, que muito me ajudou em Angola, merecia mesmo o nosso abraço. No final, vinha contente, a dizer que a Irmã Zé era mesmo corajosa e especial.Tinha esquecido, por algum tempo, a Matemática, a Química e a Biologia.
Lembro-me do meu tempo de estudante e não me lembro desta pressão, deste ter tanto que fazer, deste mal ter tempo para fazer o que se gosta.  Agora são outros tempos, dirão. Mas, a meu ver, nada mais fáceis...

OITNB

Andei que tempos a adiar, mas ontem comecei a ver. E tem sido difícil resistir...
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A vida é um instante...

Da minha semana. Para seguir aqui.

Pronto, também tenho algo a dizer sobre o Dia dos Namorados

LOVE IS BLIND...MOUSE


Aqui por casa o Dia dos Namorados passa-nos ao lado e nunca oferecemos prendinhas nem postais. Não é para me armar, mas não tenho muito paciência para jantares nesse dia, ramos de flores porque sim ou chocolates porque fica bem.  Eu sou assim  e respeito outras opiniões. Aliás, acho que só posso mesmo respeitar, porque desconfio que temos um fã cá em casa ( e não é o meu marido!)

Inspiração para hoje...bonita por dentro e por fora...

Por dentro...
Sor(rio):
Por fora...
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Há tempos que sentia que precisava de um casaco cinzento (este precisava tem muito que se lhe diga). Nos saldos acabei por não conseguir encontrar, porque eram todos enormes e eu sou pequenina. Mas hoje encontrei-o tal como queria: não passa da altura do joelho, o tecido é de boa qualidade e é elegante. Tanto adjetivo para uma peça de roupa  e eu a assumir a vaidosa que sou. Hoje ainda não o mostro, porque mandei subir as mangas (já vos falei que uma costureira é importante na vida de uma mulher). Mas fá-lo-ei.

Imagens daqui


Há dias assim...

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No meu blogue cabe tudo o que eu gosto, o que eu quero e o que eu sou. 

Cabem também os dias em que as palavras me fogem e busco as dos outros.

Sempre amei por palavras muito mais
do que devia
são um perigo
as palavras
quando as soltamos já não há
regresso possível
ninguém pode não dizer o que já disse
apenas esquecer e o esquecimento acredita
é a mais lenta das feridas mortais
espalha-se insidiosamente pelo nosso corpo
e vai cortando a pele como se um barco
nos atravessasse de madrugada
e de repente acordamos um dia
desprevenidos e completamente
indefesos
um perigo
as palavras

mesmo agora
aparentemente tão tranquilas
neste claro momento em que as deixo em desalinho
sacudindo o pó dos velhos dias
sobre a cama em que te espero
Alice Vieira, O que Dói às Aves, Caminho

Vida de casal #2


Do dia de ontem...


Quando saí de casa:
- Vais demasiado bonita para meu gosto...

Quando entrei:
Por favor, deixa-te estar assim.

Acho que não sou só eu que me arranjo e maquilho para sair e quando entro em casa, desço dos saltos,  preparo-me para me despir (não, não é isso) e vestir uma roupa confortável. Ao fim de semana então, eu exagero um bocadinho... E, se eu pensar bem, a não ser quando saímos os dois, acho que ele raramente me vê mais arranjadinha.
Hoje, por exemplo, quando ele saiu, eu estava de pijama; mais tarde, arranjei-me para ir para o trabalho. Agora, desconfio que  quando ele regressar estarei com o meu casaco confortável, de meias quentinhas, desmaquilhada e só não estarei de cabelo apanhado porque não é verão.

Não sou só eu que sou assim, pois não?


Mas vou tentar mudar (só um bocadinho para já;).

Dos saldos

Gosto de me guardar para o final dos saldos quando se encontram preços que realmente valem a pena. Ontem, pela manhã, quando o centro comercial estava vazio, perdi-me na Intimissimi. Trouxe roupa interior para mim e para os rapazes (não se pode mostrar tudo aqui;) e este casaco e top.


Casaco 14.95 Euros (em vez de 49.90 Euros) e top a 8.95 Euros (em vez de 29.95 euros)

TPC#1

Ontem, jantei com algumas amigas minhas do Secundário. Sabem aquelas amigas que podemos estar muito tempo separadas, mas que não falta assunto? Dessas mesmo. O jantar foi no meu restaurante preferido em Leiria (Restaurante Luna, atenção que convém reservar mesa) e vim de lá com boas sugestões para os dias que se avizinham. 
Se quiserem, estão à vontade para  fazer este tpc também!

 Ler este livro:

Ver este filme:


Espreitar esta série norueguesa que está a apaixonar adolescentes (e não só):



Chove lá fora, mas não no meu coração II

Banda sonora para a tarde de hoje:



E, para a noite:



Saída com amigas do Secundário. Contei ao Gonçalo. Disse-lhe que ia sair com as minhas amigas que eu conheci quando eu tinha a idade que ele tem agora. Levantou os olhos. Acho que não acreditou...

Texto algo lamechas, parcial, mas verdadeiro


A propósito dos 500 anos da freguesia de Maceira, que é a minha, escrevi este texto para o semanário Região de Leiria. Não pensem que eu sou triste ou que penso demasiado na morte. Mas quem me conhece sabe que quem está no texto sou eu.

O lugar onde repousarei

Nasci em França e vim quatro anos depois, no ano da liberdade, para Maceira. Desde cedo que me lembro de acrescentar ao nome da minha terra as palavras “a terra da fábrica de cimento”. Aliás, a fábrica de cimento está profundamente ligada às minhas memórias. Como esquecer os telhados cinzentos que a rodeavam? Como posso não recordar o dia 1 de maio em que eu me reunia com todas as crianças da freguesia na Casa de Pessoal? Como omitir que foi aí que vi o primeiro filme, assisti à primeira peça de teatro e soube o que eram jogos tradicionais?
Mais tarde, aos dez anos, descobri a cidade. Maravilhei-me com os elevadores, com as pastelarias, com a liberdade que Leiria me proporcionava. E contudo, sempre fui da Maceira. Lembro até, alguma desconfiança de certos professores que nos olhavam como se fossemos de um outro planeta. E éramos, mesmo sem saber.
Tenho quarenta e seis anos, continuo a morar numa aldeia de Maceira, os meus filhos frequentam desde sempre as escolas da freguesia, canto num coro que faz das minhas terças à noite um dia mais feliz, faço parte, com muito orgulho, da direcção da Academia Cultural e Social de Maceira, sou professora há vinte anos - e continuo a gostar muito - na Escola Básica Henrique Sommer.
Maceira a mais, dirão alguns. E não te fartas?-  perguntarão outros. A resposta está na ponta da língua: não. Gosto desta terra que é minha e de tantos, que tem localidades que disputam o torneio de futsal aos gritos, mas que depois se juntam nas Festas da Vila com pazes feitas, que se unem para festejar as festas do Sagrado Coração de Jesus até às tantas da madrugada, que recebem quem vem de fora com alegria, que tem avós homens que ficam em casa a cuidar dos netos enquanto os filhos e as mulheres trabalham, que tem tanta gente empreendedora e especial.

Gosto desta minha terra e por isso é que o título deste texto, mesmo parecendo sombrio, o não é. Sei que a morte faz parte da vida e que não é por nos assustarmos que ela se afasta. E, já que não escolhi o sítio onde nasci, desejo poder escolher onde repousarei… Eu quero ficar perto dos meus, aconchegada nas minhas raízes. Porque eu sei de onde sou e quero ficar onde pertenço.

Sofia, menos ais!

Não sou rapariga para me andar a queixar da vida que tenho, mas por vezes saem-me uns desabafos.
 Porque tenho muito trabalho na escola, porque há tanta roupa para tratar, porque as minhas unhas estão uma lástima, porque nem tempo tenho para pintar as raízes do cabelo, porque estou cansada, porque tanta coisa.
Depois, respiro fundo.
Penso na sorte que tenho.
E passa-me.




 Acho que ainda não tinha publicado aqui estas fotos destas mulheres, tiradas em Angola. Não quero que tenham pena delas, quero sim que as admirem pela força, pela coragem...

A primeira foto é dura e é a única onde as mulheres dão a cara. Foi o Luís que as tirou na montanha do Gungo. Ele pediu autorização para tirar a foto, elas curiosas e assustadas acederam. E no fim, quando se viram no ecrã da máquina, sorriram.