Amarelo?




Quando tinha onze anos a minha irmã comprou-me um casaco amarelo nas Galerias, em Leiria. Era lindo e usei-o até me deixar de servir.

Aos vinte e três anos, quando recebi o meu primeiro subsídio de Natal comprei um pullover da Guess amarelinho que acabei por dar a uma prima, porque não o usava muito.

Agora, apaixonei-me por este casaquinho amarelinho da Massimo Dutti- estamos só em fase de namoro e eu preciso de o ver ao vivo...no mundo online temos de estar sempre um bocadinho com o pé atrás:).

A vida é um instante



Os três últimos instantes do meu Instagram. Quem é que ainda não aderiu? Eu confesso que gosto bastante (mais até do que o Facebook).

Passatempo Boticário- Barbie Edition


A propósito do lançamento da nova linha do Boticário, saiu o novo perfume Barbie Edition, uma combinação de floral, rico em rosas e jasmim com notas amadeiradas, âmbar e musk. É um perfume jovem, mas não é para crianças. É mesmo para despertar o nosso lado Barbie!

Para participarem só tem de fazer gosto na página do blogue (AQUI)e preencher o formulário.
O passatempo termina a 31 de janeiro e os resultados serão publicados a 1 de fevereiro.



*post em parceria com O Boticário.

Sobre a frase "Não tenho tempo para depressões"

"Everything will be okay in the end. If it's not okay, it's not the end" (John Lennon)

Sempre que ouço alguém desdenhar dos outros quando os sabem  mais fragilizados a nível de saúde mental,  fico agoniada e inunda-me um arrepio gelado. Não sou de rancores, mas confesso que dificilmente esqueço quem enuncia tal desprezo pela saúde dos outros.

Também não esqueço que eu mesma, na arrogância dos meus trinta e quatro anos, depois de ter tido o Miguel, me gabava de ter tanto trabalho que nem tinha tempo para depressões. Não mordi a língua quando disse a frase, mas deveria tê-lo feito. E com força para que eu aprendesse.

Quis, porém, a vida que eu só aprendesse quando me vi inundada de uma tristeza tal que tive também eu de pedir ajuda. Apareceu de mansinho, quando tudo parecia mais calmo, depois de perdas sucessivas que eu parecia ter sido capaz de enfrentar. Escrevia eu que a depressão apareceu quase sem eu dar conta e só o fiz quando me apercebi que, na noite de Natal de há dois anos atrás, eu, sentada à lareira, olhava para os meus filhos, tinha a família unida e tudo para estar feliz e não sentia nada. Mais, só me apetecia que acabasse tudo rapidamente para eu voltar para a cama. Aconteceu o mesmo na festa da passagem de ano (a festa foi cá em casa e eu fui  dormir com os convidados ainda em casa) e numa ansiada viagem que fizemos aos Açores. Lembro-me de estar no hotel em Ponta Delgada, sentada em cima da cama, madrugada dentro, a rezar para que o tempo voasse e que eu voltasse para casa. O Luís estava em Angola, os meus filhos só me tinham a mim, eu sentia que não era normal a apatia que me invadia e  pedi ajuda.

Muitas foram as vezes que disfarcei, outras falei nisso de forma leve (como neste post), mas a maioria dos dias eu sentia que agia em modo autómato. Recordo um domingo em que me deitei na cama do Gonçalo, esqueci as refeições dos meus filhos e  dormi o dia inteiro. Profissionalmente, lembro um email que escrevi e que depois me trouxe alguns dissabores e não esqueço a cara de preocupação da D. Conceição quando um dia me perguntou o que se passava com os meus olhos apagados.

Não escrevo este post para que tenham pena de mim. Nada disso. Eu sou uma sortuda: fui ao médico, fiz psicoterapia, tive família e alguns amigos a apoiar (não muitos, porque quando estamos deprimidos não somos grande companhia) e foi passando.

Seis meses depois dei a minha gargalhada com vontade (obrigada Nélia Guarda, Cristina Cunha e Luísa Moreira por aquele dia maravilhoso em Castanheira de Pêra) e lembro que, depois de a dar, estranhei o som...já não me achava capaz de rir assim.

Já passou, mas estou atenta aos sinais e sei que posso voltar a adoecer. Aprendi, por experiência, que ninguém é infalível. 

Para quem está neste momento a lidar com uma depressão, obriguem-se a canalizar energias para algo que gostem de fazer (escrever aqui no blogue e cantar num Coro ajudou-me muito),  não sejam demasiado exigentes convosco e acreditem- vai passar.

Para quem tem neste momento alguém próximo deprimido, recomendo paciência, que apoiem na busca de ajuda profissional,  que NUNCA façam a infeliz pergunta " Mas tu tens tudo...por que raio estás deprimida?" e que acreditem-vai passar.

Sete truques meus para parecer mais nova


Leiria-47 anos e seis meses

Quem segue este blogue há tempos sabe que o processo de lidar com o envelhecimento nem sempre é fácil para mim. Criei este blogue aos 39 anos, em plenas crise de "ai que vou fazer quarenta anos e agora". Quase oito anos depois, concluo que tenho dias...Tenho dias em que acho que estou muito bem para a idade, tenho outros em que lamento profundamente não ter tido mais cuidado com a minha pele e ter começado a usar protetor solar mais cedo, tenho dias em que fujo dos espelhos porque não me reconheço.

Agora que me aproximo dos cinquenta (já?), há, contudo,truques que penso que comigo resultam. Sem cirurgias, sem tratamentos caríssimos, truques de mulher comum que podem ser adotados por todas. Aí vão sete:

- Não exagero na maquilhagem, mas...

- Quando saio quase sempre uso maquilhagem (lápis castanho, rímel, blush e baton rosa cor de boca é a minha fórmula);

- Uso quase sempre pérolas ou brilhantes nas orelhas porque sinto que me iluminam o rosto;

- Visto mais vezes tons claros (há tons de rosa que me favorecem, mas é preciso experimentar);

- Não sigo as últimas tendências da moda (há roupas que definitivamente não nos dão um ar mais jovem, apenas nos dão um ar mais vulgar);

- Menos é mais- não abuso nos acessórios;

- Tento não me esquecer que um sorriso oferecido aos outros nos torna mais bonitas.


Três blusas que são a minha cara

Três blusas da Zara para aqueles dias em que não sabemos o que vestir. Eu comprei a última (também há com padrão e é bem bonita).

17.99 Euros-Zara (aqui)
17.99 Euros-Zara (aqui)
17.99 Euros-Zara  (aqui)

Dia 1


Esta foi a foto mais gostada no meu Instagram em 2017. Tirada em minha casa, portas abertas... Aqui no blogue também me mostro como sou. E sinto-me menos sozinha por vocês estarem aí desse lado e partilharem um pouco (muito?) do meu mundo. Nunca conseguirei agradecer a cada um de vós nem explicar a boa energia que me passam.

Entretanto, tenho /temos um ano novo para agarrar com energia. 12 meses. 52 semanas. 365 dias. 8760 horas. 525 600 minutos e 3 153 600 segundos. 


Fecho os olhos e penso o que  irei fazer com este ano. Uma palavra ocupa a mente: desafio. Estão comigo?

Às vezes tenho a mania #36

Desde agosto que não postava fotos de outfits e as leitoras dizem-me que têm saudades. A verdade é que não compro assim tanta roupa que dê para mostrar por aqui. Esta estação comprei  umas botas, um vestido e dois casacos ( aproveitei os descontos da Black Friday).

Um dos casacos que comprei foi o das fotos. Há muito que queria um casaco camel, clássico, com bom ar. Encontrei-o na Mango e depois das mangas subidas ficou perfeito. As luvas e a écharpe foram prenda de Natal. 
Não tenho qualquer formação em consultadoria de moda, mas o que o senso comum e a experiência me têm ensinado é que menos é mais: umas calças de ganga que nos assentem bem, um casaco bonito e uma écharpe para dar um toque especial e já está.

Dica:
A camisola com gola branca era este vestido que ficou feio- cortei-o e transformei-o numa camisola que tenho usado bastante.





 Calças- Salsa
Sobretudo- Mango
Écharpe- Lanidor
Luvas- Rulys
Botas- Zara
Carteira- Longchamp

Acontecer Natal

Foto tirada hoje mesmo, mas nada de negar- foi editada:)

Hoje, para mim Natal não é só a comemoração do nascimento de Cristo. Também é, mas vai mais além. Natal é afeto, gratidão, partilha e, a velha frase é Natal sempre que o homem quer, continua atual. E eu atrevo-me a adaptá-la a mim: é Natal sempre que eu quero.
Quanto a presentes, juro que não ligo muito. É verdade. Se fechar os olhos, relembro do dia 25 de dezembro a doçura das bombocas de morango, uma caixinha de legos que recebi nos meus doze anos e os livros da coleção “Os Cinco” que o meu Padrinho Artur me deu. 
Para além disso, recordo sim os tantos presentes que a vida me concedeu: os abraços apertados dos meus amigos nos momentos difíceis; o cheirinho dos meus filhos quando eram bebés; o orgulho nos olhos do meu pai quando ele me escutava, com as pernas mortas, a descrição onde as minhas pernas me levavam nas minhas andanças; o sabor da aletria com manteiga e fiambre que a minha mãe me cozinhava…

A vida tem sido generosa… O Ti António da Raquel a dizer-me que eu sou muito bonita, uma aluna a dizer-me que teve saudades das minhas aulas, as gargalhadas que dou com os meus amigos, eu a andar de bicicleta em Amesterdão enquanto nevava copiosamente, as crianças em Angola a rirem-se de mim quando me ouviram cantar uma canção angolana, os piqueniques em  família com o arroz de ervilhas da minha avó Perpétua, uma senhora a chamar-me e a dizer-me que nunca se tinha esquecido do meu sorriso, o meu amor de sempre a apertar-me nos braços em cada reencontro…

A vida encarregou-se de me dar muitos presentes e estes são apenas alguns dos que vieram, neste momento, à memória. Tenho mais, todos embrulhadinhos em muito afeto e alegria, todos valiosos com os seus laçarotes de ternura. E os vossos quais foram? Quais são?

Amanhã...

Amanhã, vindo da Irlanda,  quem tirou estas fotos chega a casa... E os nossos braços estão bem abertos para o receber...





Dicas minhas para este Natal


O que tenho eu feito nestes dias atarefados de quase Natal?

- Feito as  compras no comércio tradicional (os embrulhos são mais bonitos, o ar que se respira é melhor e encontram-se presentes bem em conta!);
- Escrito  mensagens na minha parede preferida cá de casa;
- Cantado canções de Natal  (a minha preferida Adestes Fidelis); 
- Substituído os bombons de chocolates por uns doce bem mais saudáveis (trituro tâmaras, nozes, uma colher de óleo de côco, cacau; faço bolinhas e envolvo-as em côco ralado).

O presente de Natal que ofereço a quem me lê

O ano passado escrevi este conto que foi publicado no Região de Leiria. Ofereço a quem não leu. E obrigada por continuarem por aqui.

O N@tal acontece!

Vinte gostos. Nada mau em dez minutos. Inês tinha acabado de publicar uma foto do arroz doce que a mãe fizera e que tinha um ótimo aspeto. Não que lhe tivesse tocado, já tinha comido duas filhós e parecia até que já sentia as calças mais justas.
- Ó filha, mas estás tão magrinha…-dizia-lhe a mãe com os olhos húmidos de carinho.
Estava ótima. E depois, se não estivesse, como é que se conseguiria ver nas fotos que o Ginásio da cidade publicava com regularidade? O esforço teria de compensar.
- Anda cá, mãe. Vamos tirar uma selfie!
Já está. “Eu e a minha guerreira”- escreveu, pensando que ficava sempre bem mostrar a admiração pela mãe, mesmo que não entendesse como podia ela não se importar em passar a vida a tomar conta dos outros, parecendo esquecer-se dela própria. Mesmo que lhe fosse difícil perceber como podia a mãe ter um sorriso puro e sincero de felicidade. A mãe sorria tanto de quê, afinal? E como é que ela conseguia ainda rir-se das piadas previsíveis do pai? Como é que ela ainda corava quando o pai gabava os seus talentos culinários? E como é que era possível que eles resmungassem tanto, mas parecessem ser, efetivamente, felizes um com o outro?
Estava online o João, a perguntar-lhe como estava. Iria ignorá-lo. Afinal, no perfil era uma coisa e ao vivo tinha-se mostrado mais anafado, mais careca, mais do mesmo. Não iria por aí. Queria era o António, mas esse estava indisponível. O António também a queria, sentia-o bem…o problema era que não a queria só a ela e ela sabia que, apesar de gostar de partilhar histórias, não lhe apetecia partilhar pessoas.
Meia-noite e ia embora. Já não aguentava mais família, mais histórias de quando ela e o irmão eram pequeninos, mais vamos fazer de conta que somos felizes porque é Natal.
Meia-noite e dois minutos e saiu. Tinha o T0 à sua espera. O espaço era pequeno, mas a zona era agradável e também para que queria ela uma casa grande se não recebia ninguém a não ser no seu ecrã? Entrou no prédio. Cheirava a canela. Inspirou o cheiro e deu por ela a sorrir, lembrava-lhe o cheiro da casa da mãe de onde acabara de sair.
- É por ser Natal que me está a oferecer esse sorriso?- ouviu o vizinho solteirão a perguntar-lhe.
Ficou perplexa. Como ousava aquele tipo pacato, de óculos como o poeta e ar meio apalermado meter-se com ela? No entanto, ao reparar na roupa que ele trazia vestida, em que nada combinava com nada, não conseguiu deixar de sorrir outra vez. Observou que nas mãos compridas ele segurava um livro. Reconheceu a capa como uma das suas leituras.

Sorriu pela terceira vez. Até que o vizinho tinha graça. Era de uma cidade diferente e deveria estar sozinho. Sem saber como, deu por si a convidá-lo para entrar. Ele pareceu algo surpreendido, mas acedeu. Passaram a noite de Natal a conversar e ela já não sorria apenas. Ela ria com gargalhadas cristalinas e sentia uma estranha sensação a invadir-lhe o peito. Descalçou os sapatos altos que lhe magoavam os pés e comoveu-se por sentir nela o olhar de anseio dele. Sentia-se estranha, com o coração quente e em sobressalto. Era um sentimento a que não estava habituada, era algo caloroso, era algo tão mágico que nem sabia o nome…Sabia apenas que, pela primeira vez, não queria partilhar nada no facebook.

Para hoje...

Muito trabalho, corro para aqui e acoli, tenho olheiras que não acabam.
Contudo, há sempre tempo para música nova e esta do David Fonseca é fantástica.

Presente de Natal para os moços- como conquistar uma mulher

Li este post que escrevi há cinco anos. Sorri. E concordei com a Sofia de quarenta e dois anos.

Depois de ler inúmeros artigos em revistas femininas sobre como conquistar um homem, resolvi inverter os papéis e dar umas dicas aos rapazes que me lêem. Estas são as minhas dicas e têm a ver comigo, com toda a certeza não funcionarão para todas as mulheres, porque como é certo e sabido, nós somos (mesmo) muito especiais. Então, aí vão aqui as minhas, do alto dos meus quarenta e dois anos:


- Usar um bom perfume (um perfume de uma boa marca faz a diferença, acho eu);
- Unhas sempre limpas;
- Nada de mau hálito (uma vez conheci um moço muito giro, que até dizia umas coisas interessantes, mas o hálito era de fugir...e eu fugi.);
- Ser cavalheiro (sim, saber as regras da boa educação continua a ser fundamental);
- Mostrem-se seguros (ok, podem/devem revelar as vossas inseguranças, mas só quando a relação estiver mais adiantada);
- Não se gabem a toda a hora (eu nunca tive paciência para gabarolas);
- Olhem-nos nos nossos olhos com profundidade (esta é difícil de explicar, mas o que eu quero dizer é que nos sabe bem sentir que vocês nos estão a fazer olhinhos quando há mais gente à volta);
- Não tenham medo de ousar na cama. Ok, às vezes é preciso ter calma, mas não nos tratem sempre como flores de estufa;
- Comprem- nos lingerie bonita (se tiver ar ordinário, eu passo); a Intimissimi é sempre uma boa aposta.
- Não demorem mais tempo do que nós a prepararem-se;
- Não nos façam esperar;
- Digam-nos que somos a mulher mais bonita da festa (às vezes pode-se mentir um bocadinho);
- Beijem-nos com paixão (nada de molenguices nem babas exageradas, se é que me faço entender);
-  Dancem connosco.


E o mais difícil e, ao mesmo tempo, tão fácil- respeitem-nos.
Atenção:
Estas são as que me lembrei agora... daqui a minutos sei que me lembrarei de mais. Meanwhile...as leitoras que por aqui passam que ajudem. E depois...toca a enviar para eventuais interessados (olha que presente de Natal tão em conta:)).

Quimono- quem é amiga?



No post de ontem tenho vestido este quimono da La Redoute. Comprei-o com 50%- agora está com 40%-e só alterei nos punhos (coloquei elásticos para ficar mais confortável quando uso com casacos por cima).

Eu e o facebook -é complicado


Tenho mais de mil amigos no Facebook. No meu dia-a-dia, sempre que preciso mesmo de um, penso que  não são mais do que os dedos das minhas mãos.
A minha página de Facebook  mostra sobretudo fotos em que pareço feliz, em que partilho momentos de alegria, jantares saborosos e viagens especiais. E contudo, na realidade dos dias, a minha vida  não é assim tão cor-de-rosa. É que a página do Facebook não mostra as conversas mais duras que tenho com os meus filhos, as lágrimas de desencanto que por vezes correm, não transmite as minhas neuras e não tem fotos minhas vestida  com o meu velho casaco e as minhas meias de lã. A minha vida é, de facto, parecida com tantas mulheres da minha idade: corro para um lado e para o outro, faço muitas vezes o jantar só porque tem de ser, resmungo com quem mais amo e tenho muitos dias que só me apetece hibernar debaixo do edredom.

A verdade pura é que a Sofia que mora no país do Facebook não é a Sofia de quarenta e sete anos que vive numa aldeia do concelho de Leiria. Os mundos são bem diferentes e a mulher que vive na rede social tem uma vida bem mais glamourosa do que a mulher que vive numa rua sem saída de uma aldeia portuguesa. São dois mundos distintos: no Facebook eu mostro aos mil e um amigos o que só quero mostrar; na vida real eu mostro aos poucos que tenho como eu realmente sou. Podem até, por vezes, existir algumas semelhanças, mas a vida como ela realmente é não precisa de “likes” dos outros para ter muito mais valor.


Branco me quer...

Lembro-me de há uns anos a cor preta dominar o meu armário. Ainda uso muito preto, mas ando a tentar deixar entrar cores mais claras- branco, cinza, rosa clarinho... Cada vez gosto mais, principalmente no inverno.


E, este ano, mal cheguem os saldos, quero muito umas calças brancas (falta já menos de um mês).
Massimo Dutti


HM

Lamento desiludi-los, rapazes!


Eu acho que é mesmo verdade que nós quando nos vestimos de manhã nem sequer pensamos neles. Talvez os pobres moços fiquem tristes, mas na correria da manhã, quase sempre as mulheres pensam mais  depressa no conforto, no que as valoriza e lhe esconde as imperfeições (sim, aquelas em que eles nem reparam) ou  em parecer muito giras para as colegas do que em parecer atraente aos olhos dos homens.

Não quero com isto dizer que não haja momentos em que nós não percamos tempo a conjugar as roupinhas como achamos que eles gostam, mas refiro-me ao dia a dia...Aí...queremos lá saber se eles acham graça à nossa saia em A (mas eles sabem o que é isso?)!

Ou então sou só eu. Ou então são só as mulheres que me rodeiam. Ou então é da idade, pronto. 
Mas não sou só eu que penso assim. A mocinha da foto também.

(post de 2015 e que poderia ter sido escrito hoje)

E é isto...

Françoise Hardy- foto Pinterest


A realidade às vezes cansa, mas é o único sítio onde se pode comer um bom bife (Woody Allen).

Fim-de-semana de uma mulher não desesperada


Vestir uma roupa confortável, apanhar o cabelo e esquecer a maquilhagem;

Ir ao cemitério e ir comprar tremoços com a mãe (as duas coisas não têm nada a ver, mas ao sábado raramente falho estas duas;

Gastar umas horas nas lides domésticas;

Colocar flores frescas nas jarras;

Fazer de motorista de adolescentes;

Ir a pé ao café da aldeia e comprar pão fresco;

Cozinhar e ter prazer nisso (polvo, quiche de legumes, salame de chocolate e nozes, "brigadeiros" de frutos secos...);

Preparar a semana que aí vem (aulas, roupa para treinos dos miúdos...);

Ver as séries para as quais não tive tempo durante a semana;

Aproveitar os raios de sol na varanda;

Agradecer.